A mercadoria, enquanto produto do trabalho, representa algo bastante significativo: A reprodução da existência humana. E é entristecedor saber que a nossa existência é tão pouco valorizada em certas profissões, como na música, por exemplo. Ter que trabalhar num mercado informal porque não se pode contar com um órgão que nos represente, como alguma espécie de sindicato que estabeleça leis trabalhistas para a profissão de músico. Uma utopia pensar algo assim diante da nossa realidade, enquanto estamos entregue à boa vontade de quem está fazendo a coisa funcionar, de quem tem o poder nas mãos e arbitra valores que pouco compensam e não acompanham sequer o aumento de salário e todas as parafernálias do processo capitalista. A busca obsessiva pelo lucro contaminou a nossa querida música e as notas musicais perderam o valor, a moda é copiar e colar. Valores objetivos perderam espaço para os valores subjetivos, a moral e o respeito dos tempos das trocas comerciais se perderam, se solubilizaram em meio a tanta ganância e em meio a relações verticais, relações de exploração. O que ainda mantém minha esperança em dias melhores é o valor que tem as notas musicais e saber que apesar de poucas, ainda existe quem reconheça esse verdadeiro valor, que dinheiro nenhum paga, assim como me emociono e faço questão de aplaudir quem executa estas notas com maestria, me emociona ver o progresso dos que me são queridos assim como me emociona a reciproca verdadeira da parte de quem já caminhou mais do que ou tanto quanto eu nesta vida. Eu ainda sonho em ver a revolução dos que não comem e dos que não dormem, como diria Josué de Castro. Aí eu quero ver quem segura a força da liberdade! A arma que eu ainda tenho para lutar contra essa realidade que nada me agrada e aliviar meus males é escrever e tocar, não tão bem, mas buscando a cada dia melhorar, buscando andar pra frente e a acompanhar o caminhar da História. Nos proteja meu Senhor, dá-nos sabedoria e amor para vencer as tensões deste mundo.
Bodega do Pensamento
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sábado, 14 de dezembro de 2013
"Afinal, o que querem as mulheres?"
Com certeza, são os seres mais evoluídos, têm soluções lógicas para inúmeras situações práticas do dia-a-dia, lutaram ao longo do tempo pra conseguir um lugar ao sol, hoje já têm até uma visão de futuro diferente, não aquela antiga e machista que dizia que tinham que ficar cuidando da casa e blá blá blá... apesar de ainda existir resquícios disto hoje. E também possuem a característica mais brilhante que existe, que é a proeza de poder gerar outro ser, e essa qualidade as aproxima bastante da divindade. Mas como nada é perfeito, só Deus, elas têm uma parte bem complexa, que é a mente! Até hoje ninguém conseguiu entendê-la, é muito complicada, indecisa... como é que pode um ser tão evoluído que consegue soluções brilhantes para determinados problemas, ser tão inseguro em outros aspectos ? Nunca dão uma resposta precisa, sempre deixam dúvida, sempre estão munidas de subjetivismo... A culpa é dos homens ? nós não prestamos ? só pensamos em sexo ? Calma, não é bem assim! Claro que boa parte ficou parado no processo evolutivo, ainda são neandertais, intelectualmente falando, mas, vocês generalizam demais, taxam todos nós de culpados sem ao menos nos conhecer, criam uma barreira que as impedem de conhecer uma pessoa boa que as faça feliz de verdade.. Acaba pagando o justo pelo pecador. E cá entre nós vocês também não são nem um pouco inocentes né ? Têm vontades, claro, pensamentos, vários, só que ainda são reprimidos pela ''moral'' imposta pelos falsos puritanos, pela sociedade de um modo geral.. grandes hipócritas, isso sim. Mas enfim, aqui fica minha admiração e minha crítica a vocês. É necessário ponderar a situação, achar um meio termo entre as coisas, tentem compreender a dificuldade dos homens (a pequena parcela) que querem algo realmente sério mas têm dificuldade em demonstrar os sentimentos.
Texto escrito em 25/05/2011 e atualizado.
À procura da felicidade.
Há quem pense que a felicidade só se consegue com dinheiro, e através do que ele proporciona: Bens de consumo, 'status' social, etc... Tremendo engano. As coisas que ele proporciona só garantem uma ''felicidade'' momentânea, com prazo de validade, fazendo as pessoas entrarem num ciclo vicioso à procura dela e desviarem a atenção do que realmente é importante: Uma boa conversa sobre diversos assuntos da vida e construtivos, a busca pela solução dos nossos males, um sorriso sincero, um gesto de carinho, o contato com a natureza, com a música, com a cultura em geral, um passeio, uma reunião em família... a companhia da pessoa amada. Isso tudo nos faz muito bem e nos garante estabilidade e inúmeras outras vantagens adjacentes como sermos mais humanos uns com os outros e aprendermos o significado da solidariedade. O que nos faz perceber que a felicidade não está materializada em algo ou em alguém, e sim no significado das coisas, no que elas representam para cada um.
Na natureza, assim como os íons procuram se estabilizar, nós seres humanos também, consciente ou inconscientemente.
O segredo da felicidade está no EQUILÍBRIO das coisas.
Texto escrito no dia 18/05/2011
A música
Friedrich Nietzsche foi magnífico ao fazer uma colocação a respeito da música: '' A vida sem a música seria um erro.'' E seria mesmo. Acho que a música na sua essência, foi criada por Deus, e é uma das coisas que permite uma comunicação com Ele, e consequentemente gostar da música é gostar de Deus e, ao mesmo tempo, gostar de estar na presença d'Ele. Talvez seja por isso que tocar transmite uma paz imensa. É um prazer enorme, indescritível, acho que poucos conseguem senti-lo, poucos conseguem enxergar essa essência e ter esse contato profundo com a música. E quando esse contato acontece, vicia, e não se consegue mais parar. Tão bom seria se os jovens que estão presos ao mundo obscuro da dependência química pudessem se libertar através da música, sendo iluminados novamente, caminhando na direção certa que leva à Deus.
A música, para mim, não é apenas a arte de combinar sons, é também a arte de emocionar e agradar aos sentidos de maneira universal, transmitindo aos ouvintes todos os sentimentos que pulsam em que a executa.
(Escrito no dia 16/05/2011)
Refletindo sobre a vida.
Ah! a vida... quem arrisca definir ? Garanto que a definição dada 'hoje' não será a mesma de 'amanhã'. Nem com todo conhecimento que há, nem com todo juízo de valor adquirido com o tempo se pode chegar numa definição impessoal exata, visto que estamos sempre a mercê do nosso estado emocional, sempre influenciados negativa ou positivamente pelo mesmo, que extravasa do nosso interior e se manifesta nas nossas atitudes, corrompem nosso equilíbrio e alteram a conclusão do nosso raciocínio... complicado não é ? e aí ? ainda está disposto a arriscar ? eu prefiro viver...
OBS: Texto transferido do meu antigo blog. Postado no dia 16/05/2011
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